A chef de cozinha que não pode comer

A chef de cozinha que não pode comer 1

A jovem Loretta Harmes, tem uma doença rara chamada Síndrome de Ehlers-Danlos, e se lembra da sua última refeição em 2015, na ocasião ela pode apreciar o sabor e textura de uma batata assada, ela sabia que nunca mais poderia comer nada sólido.

Em questão de minutos, uma dor iria tomar conta do seu estômago.

A dor era familiar para ela e aparecia toda vez que ela comia ou bebia qualquer coisa. Em seguida, ela se sentia dolorosamente cheia e passava mal. Como se seu estômago tivesse sido esticado até o ponto de estourar.

Apaixonada pela cozinha desde pequena, no ensino médio ela ganhou competições de culinária, competindo com alunos mais velhos, e chegou a competições regionais. Enquanto outras crianças faziam macarrão, Loretta fazia boeuf bourguignon (uma receita francesa de picadinho de carne com vinho) e lombo de porco marinado.

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fotos de AMY MAIDMENT

ENFIM O DIAGNÓSTICO

Colecionando diagnósticos errados, Loretta recebeu o diagnóstico hipermobilidade (flexibilidade de ligamentos e articulações fora do habitual) da Síndrome Ehlers-Danlos, uma condição genética que pode se manifestar de diversas formas e o estomago dela estava paralisado e não consegui esvaziar corretamente.

“Uma pessoa pode se ver sendo consultada por médicos e terapeutas para cada um dos problemas, sem haver uma análise panorâmica de todos eles.” E acrescenta: “É preciso que alguém ligue os pontos até a ficha cair de que isso é uma síndrome”.

Atualmente se alimenta via nutrição parenteral total (NPT), o que significa que ela fica conectada até 18 horas por dia a uma sacola de alimentação líquida que dribla seu sistema digestivo e vai direto para a corrente sanguínea. Um tubo conhecido como cateter de Hickman passa por seu tórax e chega a uma grande veia que drena para o coração.

Loretta pode ser vista em sua conta de Instagram, the.nil.by.mouth.foodie, que significa “foodie” é um termo para pessoas que apreciam fortemente a culinária e “nil by mouth” é uma expressão que significa “nada pela boca”.

DETALHES

Para Loretta, cada detalhe é importante, inalar o cheiro de um molho borbulhante ativa a memória do sabor e seus olhos e pode julgar a profundidade e a riqueza dele. Sendo sua paixão cozinhar e muitas vezes se sentindo com pouca energia, ela às vezes cozinhe em etapas e se mova pela cozinha em uma cadeira com rodas.

Ser uma chef que não pode comer deu a ela uma plataforma única no Instagram e na pandemia, Loretta e sua amiga Amy começaram a construir um negócio a partir disso, trabalhando com marcas no desenvolvimento de receitas e estilo de alimentos.

A razão pela qual eu não fico louca por não ser capaz de comer é porque estou muito aliviada por estar livre da dor depois de tantos anos”, diz Loretta. “Tenho prazer em cozinhar

Ela usa a intuição e passa muito tempo planejando e preparando de forma bastante metódica tudo que deseja.

Eu cozinho com meus olhos, nariz e instinto

Ela esteve internada recentemente, e já no se retorno postou em suas redes sociais uma TACA FALAFEL BUDDHA, uma tigela refrescante de uma espécie de tabule de quinoa com ervas, pimenta, hummus cremoso de nozes e você pode encontrar a receita dela em inglês no site https://deadlyxdelish.com/falafel-buddha-bowl/

Eu penso que a gente reclama demais da vida!

Raquel Moreno – Ativista da Causa Surda

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